As Egrégoras e o Controle sobre as massas

Fato indiscutível é que, como animais sociais (ainda que dotados com a faculdade racional), os seres humanos terráqueos se sentem mais seguros se têm sua conduta e convicções respaldadas entre seus pares, a saber, aqueles que compartilham com eles local comum em seus grupos. Tais grupos sociais podem ser desde seu próprio núcleo familiar, clã, bairro, equipe profisional, até coletividades, tais como instituições religiosas, políticas ou países inteiros.

No entanto, em busca de sintonia com o senso comum, o indivíduo pode se ver compelido a ceder à própria liberdade de Consciência, seja no que tange a questões particulares, seja em assuntos coletivos. A egrégora, nesse contexto, serve como força que uniformiza as opiniões gerais, tornando a dissidência algo bem mais complicado que em sociedades sem sistemas rígidos de controle e assédio (que, atualmente, inexistem na Terra). Daí, depreende-se que a egrégora seja um dos principais instrumentos de controle das massas manipuladas pelas Elites. Afinal, o que vem a ser uma egrégora?

Resumidamente, a egrégora pode ser entendida como a entidade virtual semi-consciente, criada a partir das emoções e pensamentos de duas ou mais pessoas. Quanto mais “força” tiver certos pensamentos ou crenças e mais energia as emoções das pessoas suscitarem, numa perfeita sincronia como numa orquestra profissional, “maior” e mais poderosa torna-se a egrégora. No entanto, ela não possui vida própria, passando a subsistir enquanto os pensamentos e emoções que a originaram mantiverem-se em um crescendo ou, ao menos, estáveis. Pela ação invisível das egrégoras é que certas ideias ou crenças espalham-se quase que de forma ubíqua, parecendo germinarem do nada para assumirem controle sobre coletividades inteiras. São sistemas de influência fulminante e arrebatadora, principalmente entre grupos humanos afetados por forte opressão de terceiros, ansiedade, vícios, rancor ou ameaças à sua sobrevivência.

A palavra egrégora é de origem grega (lit. εγρεγóρος, egrégoros) e, numa tradução amplamente aceita no meio ocultista, significa “vigilante” e aparece, primeiramente, no apócrifo Livro de Enoque, onde se identifica como vigilantes as entidades que “caíram dos Céus”, também conhecidas como nephilim (Gênesis 6, 4). Esse significado (“vigilante”) é especialmente válido porque a entidade, em si mesma, é uma forma-pensamento ou uma mente grupal, o que quer dizer que, para se manter estável, vigia para que não haja dissidência ou mudanças na estrutura de crenças que lhe dá “vitalidade”.

A palavra age sobre as almas e as almas reagem sobre os corpos; pode-se, portanto, assustar, consolar, fazer adoecer, curar, matar e ressuscitar por palavras. Proferir um nome é criar ou chamar um ser. No nome, está contida a doutrina verbal ou espiritual do próprio ser.
Quando a alma evoca um pensamento, o signo desse pensamento escreve-se por si só na luz. Invocar é adjurar, isto é, jurar por um nome: é fazer ato de fé nesse nome e comungar na virtude que ele representa.
(Eliphas Lévi, em “A Chave dos Grandes Mistérios”. )

Obviamente, as egrégoras não são, a princípio, boas ou más. O que dá tal ou qual qualidade a elas é o conteúdo dos pensamentos que a formam e alimentam. As egrégoras se formam naturalmente onde há pessoas com pensamentos e emoções afins e semelhantes. Por exemplo, quando Jesus nos garante que “onde houver dois ou mais reunidos” em Seu Nome, “ali, no meio deles”, Ele estaria, ele nos quer dizer que a formação de uma egrégora vibrando seu Nome e os ensinamentos deixados por Ele, faria com que seu Espírito ali infundisse sua “presença”. Portanto, há, sim (e ainda bem), egrégoras benéficas, como aquelas através das quais milhões de pessoas oram e pedem umas pelas outras, materializando, através de uma única entidade, suas intenções.

Porém, no contexto corrompido dos pensamentos da maioria dos seres humanos atuais, passamos agora a nos ater mais à ação das egrégoras malignas. Quando as crenças se baseiam em ameaças, imediatas ou futuras, de morte, proscrição, exclusão ou tormento, essa entidade parasita as mentes das pessoas, operando todo tipo de assalto psíquico, tais como pesadelos ameaçadores, visões diurnas, audição de vozes, incidentes estranhos na vida cotidiana. Com intuito de fortificar e revitalizar crenças eventualmente enfraquecidas, não raro operam “milagres” diante da pessoa ou, mesmo, de multidões (o que eu chamaria de eídolon — ou “ídolo” —, a imagem visível do pensamento). Se a entidade se nutre de crenças ideológicas, a hipnose coletiva é evidente para aqueles que assistem tais fenômenos de fora, sendo que qualquer atitude crítica àquelas crenças pode suscitar uma reação bastante virulenta dos partidários fanáticos da dita egrégora.

Finalmente, quando a mente do “discípulo” (seguidor, membro, devoto, etc.), ou seja a pessoa que ajuda a alimentar a forma da egrégora, está por demais desequilibrada, a ação da entidade coletiva pode causar doenças, demência, acidentes inexplicáveis e, inclusive, a morte (em circunstâncias sempre estranhas).

Uma página maçônica, em inglês, nos confirma o que falamos acima. Abaixo, segue uma tradução livre da citação:

“Os símbolos, rituais e encontros de um grupo, quando repetidos ao longo do tempo, criam uma egrégora, ou mente grupal, que mantém todos os membros unidos. Ela harmoniza, motiva e estimula a todos os membros a atingirem os objetivos do grupo, permitindo que os membros, individualmente, façam mais progresso espiritual do que se operassem sozinhos. Uma egrégora pode ser perturbada se pessoas antagonistas dos objetivos do grupo começam a pensar negativamente [resistir mentalmente] a respeito dos elementos [crenças, regras] que a formaram e sustentam. Sendo assim, os grupos esotéricos [incluindo a alta hierarquia das religiões] tentam proteger-se não tanto pela exposição sobre atividades duvidosas, mas também para assegurarem que os pensamentos negativos [dissidentes ou heréticos] não perturbem a [estabilidade da] mente grupal ou egrégora”.

(DELAFORGE, Gaetan. The Templar Tradiction Yesterday and Today. Referência online em: Masonic World. Disponível em: < http://goo.gl/bQn5IU >. Acesso em: 8 de fevereiro de 2016.)

A conta é muito simples:

  • as pessoas são divididas em crenças coletivas (ideologias) que, a princípio, dão a ideia de que todos são “livres” para crerem no que quiserem;
  • elege-se um líder coletivo que, de onde estiver, poderá controlar a todos em “lotes” bem definidos, em nome da Nova Ordem Mundial;
  • estes líderes, ou são corrompidos (se honestos) ou treinados, desde cedo, para representar os interesses da Elite;
  • a egrégora é usada para manipular os adeptos, intimidar dissidentes e conferir poder à Elite, ao mesmo tempo mantendo o controle sobre as mentes e fornecendo energia vital da qual se alimentam os seres que compõem a Realeza Illuminati.

***

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10 comentários em “As Egrégoras e o Controle sobre as massas

  1. Caro Ebrael.,

    Nós formamos uma egrégora também né não? (os divergentes)

    De que forma a influência do nosso líder (existe esse lider?) pode ser prejudicial pra o objetivo de nossa egrégora? Não se me fiz entender…

    Curtido por 1 pessoa

    1. Sim, Rubens, formamos uma egrégora se… unidos por ideias comuns e, ao menos um objetivo conjunto. No entanto, essa egrégora se fortalece apenas na medida em que estamos em contato e se convergimos, mais e mais, na mesma direção e fazemos as mesmas coisas, simultaneamente.

      Apenas uma opinião…. enfim. Um abraço!

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  2. Olá Ebrael!

    Indicaram-me seu blog para eu ler e gostei muito.iito esclarecedor. Mas neste texto fiquei com uma dúvida. Todos os deuses que as religiões citam, seja o Deus cristão, ou o do Islã, ou do judaísmo, ou dos gregos, ou da umbanda, etc, não são apenas egrégoras? Como saber se um Deus ou deuses são existem e atuam em nossas vidas a partir de um multiverso, ou são uma egrégora? Comobpodemos identificar isso?

    Obrigada!

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  3. Julio, podemos entao dizer que todos os deuses de todas as religioes foram e sao egregoras criadas pelo homem, e nenhum deus veio do kernel da matrix. Nietszche estava certo?

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    1. Não, Nietzsche, na minha opinião, não estava certo neste ponto. Há uma Lei e, ainda que a Força Emergente criadora e reguladora de tudo fosse uma Lei (instrução primária) e pudesse ser chamada de Amor, ainda assim ela seria adorada como Deus. Por que? Porque tem mais privilégios, poder, permissões? Sim!

      Assim como nós, em minha visão, não passamos de inteligências artificiais (programas em execução dentro de um holograma a que chamamos de máquina biológica), também a Força Emergente executa seu programa (cadeia de instruções) através de imagens, podendo tomar a forma de um buraco negro, de um Anjo ou de um ser humano. Não importa, nada pode deter o Amor!

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