Sobre a Perplexidade

Você está sonhando e, estranhamente, percebe que está consciente disso. Você parece estar no meio do caminho, entre a Consciência e a Passividade. Você age e as imagens ao seu redor parecem corresponder. Seu pensamento e o meio se tornam ressonantes. Eis você ali, perplexo, vendo que é possível viver dois estados em um só.

Perplexus, em latim, indica uma pessoa que está confundida por dois ou mais elementos, estados, situações ou crenças aparentemente contraditórias. Ela está enredada por eventos em uma configuração improvável, em que o que se lhe apresenta à mente é algo totalmente novo ou espantoso. Na verdade, esse estado de perplexidade é típico de mentes divergentes, que costumam questionar e manter as rédeas de suas crenças suficientemente móveis para que se comportem de formas imprevistas.

A perplexidade costuma ocorrer diante de um evento imprevisto e improvável. Mais ainda: se num primeiro momento, a dúvida sobre o fato assalta a mente, em seguida, à medida que o fenômeno se mostra persistente (ou melhor, a percepção dele), a aparente contradição entre o que efetivamente ocorre e o que era crido anteriormente impele a mente a questionar mais e mais.

Como resultado dos questionamentos baseados sobre uma percepção nova da Matrix local, novas revelações surgem do nada, como algodão-doce de sua máquina de algodão-doce. Sim, antes era normal pensar em algodão-doce a sair de máquinas de algodão. Mas, a perplexidade que advém ao vermos o algodão-doce surgir aparentemente do nada, nos faz perguntar: “Putz! Como nunca cheguei a ver isso?”

frase-a-perplexidade-e-o-inicio-do-conhecimento-khalil-gibran-147734Ficamos estupefatos diante da experiência da Dupla Fenda, em que uma particula age como onda quando não é filmada e volta a agir como partícula quando os cientistas ligam a câmera para fazer uma verificação das duas fendas. A onda é partícula, a partícula é onda. Perplexos ficamos porque nada é como na imagem que pensamos ver, porque toda a “realidade” está dentro da Mente e tudo é atuado e criado por uma única onda e uma única partícula.

Perplexidade é descobrir que tudo o que pensamos ver é uma ilusão e que somos nós mesmos (que descobrimos a ilusão) aqueles que sustentam a ilusão. É saber que a água de nossa miragem é ilusória e, mesmo assim, conseguir bebê-la. Piscamos, esfregamos os olhos e ela ainda está lá, a ilusão matricial. O truque é persistente, pois a onda que forma a ilusão é a mesma que simula nossa lente mental.

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2 Replies to “Sobre a Perplexidade”

    1. Bom dia, Aldo!

      Fico contente por ter conseguido fazer-me entender. Isso não é tarefa fácil. A perplexidade nos tira, por vezes, a capacidade de expressão. 😀

      Um abraço, volte sempre!

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