Matrix escancarada na Arte contemporânea

Quando buscamos evidências de algo que suspeitamos estar oculto, tendemos a “ver” em todos os cantos os ecos daquelas mesmas ideias que nos impressionaram. É comum e natural essa tendência, desde que não percamos as rédeas do senso crítico e da honestidade de nossos propósitos.

Assim tem sido, também, minha busca pelos sinais tragicômicos da Matrix imposta à Prisão Terráquea, padrões que, de acordo com o que intuo, são onipresentes tanto quanto o olho que tudo vê das elites iluministas dos bancos, da Mídia e das grandes corporações reinantes no Planeta Terra.

O que me espanta é a eficiência obtida pela lobotomia operada sobre a subespécie humana terráquea. Todos buscam “respostas”, quando as mesmas estão bem aqui ou ali, ao alcance de todos. O que somos, de onde viemos, para onde vamos e o que podemos fazer para obter a “salvação” de nossas almas? Seja nas músicas de todos os gêneros, nos filmes e até nas cartilhas de todas as grandes religiões, a letra é dada e não nos damos conta.

As conclusões radicais desse Autor divergente podem até estar equivocadas, senão em todos, em muitos aspectos. Mas, ao menos eu, não ficarei repetindo, hipnoticamente e como papagaio, as instruções de ratos de biblioteca e gurus religiosos. Considero desnecessário dizer que que não penso no deus judaico-cristão Yahweh como um ser sumamente “bom”, e ainda menos no deus muçulmano Allah (um travesti, a toque de caixa, do deus tribal lunar Al-Illah) como um ser misericordioso.

E quanto à Arte? A Arte imita a Arte, a vida reproduz a vida. São ciclos de metáforas e anaforismos, tais como ironias chocantes e nauseabundas. Abaixo, apresento uma série de evidências de que a Fazenda terráquea nos é escancarada diariamente e que dela pouquíssimos de nós se dão conta. Recomendo que você vá atrás das informações e pesquise, a fundo, o Zeitgeist (ou, em alemão, o “espírito dos Tempos”) presente nessas obras.

A Fazenda dos Animais

A Fazenda dos Animais (tit. orig. Animal Farm), famosa obra do britânico George Orwell (ao lado do clássico 1984), foi uma das mais emblemáticas críticas ao sistema comunista implantado pelo experimento social conhecido como União Soviética — diriam tanto os liberais como os conservadores.Ainda que eu considere que, provavelmente, Orwell tenha querido mesmo fazer uma propaganda anti-comunista (com boas razões), vejo no enredo da Fazenda dos Animais um claro e inequívoco paralelo com a realidade da subespécie humana terráquea.

Enquanto os animais serviam por comida e proteção, não questionavam coisa alguma, nem mesmo o tratamento “desumano” que sempre haviam recebido. Porém, quando aparecem neles traços de uma consciência rudimentar, se revoltam e pensam poder substituir os enigmáticos administradores da Fazenda no comando de suas instalações. Resultado: tornam-se cópias ridículas de seus supostos “deuses administradores”. Iludidos por oportunistas, os “animais” humanos, sem saber qual é a fonte de sua condição servil, fiam-se em ilusões acerca do que jamais pode ser obtido sem autoconhecimento, a saber, a liberdade.

Diferente de Voltaire, eu não diria que a humanidade fica sem liberdade e sem as promessas por renunciar à sua mesma liberdade. Afinal, não somos livres. Como, pois, perderíamos aquilo que jamais tivemos? Pensamos ser livres, quando, de fato, estamos sendo expostos à nossa própria natureza de fantoches manipulados. Assim, enquanto resultantes de experiências genéticas e culturais (cultura = cultivo, pastagem), os humanos híbridos manifestam nada mais que uma mímica grotesca de seus opressores (divertida para esses), como pobres que buscam derrubar os tiranos do Poder para poderem oprimir com mais brutalidade os seus próprios.

O quadro Guernica

O quadro Guernica, do pintor espanhol Pablo R. B. Picasso, é uma dessas obras que eu contemplo e na qual sinto o predomínio do Zeitgeist. Animais mortos, pobres moribundos mutilados, mãos que caem, espadas (chance de resistência) quebradas.

Guernica
Elementos em “Guernica”, de Picasso: “olho que tudo vê”, ao alto; touro; mãe com filho morto nos braços; soldado decapitado; uma flor (rosa?); mulher em chamas; cavalo (animal de carga), mão com espada quebrada.

O pano de fundo, claro, é o brutal ataque, em 1937, da Luftwaffe (Força Aérea Nazista) contra a pequena cidade basca de Guernica, que empresta seu nome à obra. Bem a calhar, é óbvio a qualquer observador, menos para mim. A “lâmpada” no alto do quadro, evocando a “esperança” por meio do olho que tudo vê dos maçons, nos mostra que tudo isso — guerras, fome, doenças, crises econômicas e conflitos religiosos — faz parte da agenda superior por um “mundo melhor” e que o deus deste gado cuida de todos nós, lá de cima.

Músicas

Há muitas centenas de músicas com letras que aludem à Nova Ordem Mundial e seus métodos. Essas músicas específicas nos esfregam em riste, inclusive de forma debochada, a nossa cegueira diante das evidências. As massas repetem, roboticamente, aquelas letras e não se dão conta do que significam realmente. Citarei algumas, a titulo de curiosidades, com minhas considerações acerca delas.

Master of Puppets

Nas letras do Metallica, posso destacar a mensagem da célebre Master of Puppets (“Mestre de Fantoches”). Ela demonstra nossa cegueira em adorar “mestres” que nos “forjam nossa própria destruição”. Apenas chame-o: “Master, Master“, e ele virá lhe “socorrer”.

Na última estrofe, lemos que “esse inferno vale a pena”, sim, mais do que o hipotético. Afinal, se você crer que há algo pior que essa simulação, você a suportará “heroicamente”. Esse ciclo interminável de “vidas” punitivas soa como um “labirinto sem fim”, dentro do qual encenamos um jogo cujas fases têm seus prazos contados. Segundo o Master, temos que ajudar na manutenção do jogo, do “sistema”, ao não roer a corda nem trair os “mandamentos”.

Je ne regrette rien

“Não lamento coisa alguma”, diz o título deste sucesso da cantora francesa Edith Piaf, do século passado. Esta música “casou” bem como canção de fundo do filme Inception (no Brasil, A Origem). O bem e o mal como conceitos subjetivos e o fato de que tudo é esquecido e enviado como memórias sabe-se lá para onde. Recomeçamos do zero, sempre, sem nos lembrarmos do que fizemos ou do que nos fizeram. A letra, na íntegra e com tradução, você pode conferir aqui.

Cabe uma nota para o filme supracitado, A Origem. Considero-o como uma das mais fortes mensagens ao que concerne à Estrutura da Realidade. Agimos aqui como acolá, em camadas e dimensões simuladas, embora sintamo-nos atuantes em todas elas. Limites e condições específicas nos constrangem em cada uma das camadas de “sonho”, que nada mais são que as faixas de Vibração Fragmentada das quais falei há algum tempo atrás.

The Kinslayer e Planet Hell

Entre as muitas canções da banda finlandesa Nightwish, compostas, em sua maioria, pelo tecladista Tuomas Holopainen, essas duas detém as mensagens mais claras acerca do regime prisional planetário em que vivemos. O que pode parecer, à primeira vista, satanismo ou anticristianismo, é um apelo incisivo contra os sistemas de controle mental utilizados pelas hierarquias religiosas e seus deuses.

A palavra inglesa Kinslayer poderia ser traduzida, aproximadamente, como “fratricida”, ou aquele que mata pessoas de sua própria linhagem. A ideia que a letra passa é de um drama antigo em que os humanos são criados para servirem aos seus “progenitores” com emoções e seu sangue, ao se matarem uns aos outros, enquanto algumas castas de deuses menores se fartam com os despojos mortais como tributo. Afinal, como diz a letra, “não há heróis” a menos que alguém morra e torne-se ídolo à sua revelia. A espécie dos deuses “devora os feridos”.

A música Planet Hell é clara: o inferno é aqui mesmo. Aquilo que chamamos de “Além” é um conjunto de dimensões onde as boas intenções podem povoar o Inferno e aqueles que matam em nome de deus vêm a habitar algum paraíso. Não importa, a cada religião, um plano “espiritual” diferente. Para cada grupo, uma faixa vibratória. Para cada rebanho, um estábulo vibratório. Inferno? Céu? Isso vai depender não apenas de sua Vontade ou de suas obras, mas de sua disposição em se submeter às “leis de deus”. Afinal, é tolice e uma perda de tempo “desafiarmos os deuses“, pois vivemos sob seu regime de regras inflexíveis.

O refrão desta última música é especialmente sugestiva:

Save yourself a penny for the ferryman!
Save yourself and let them suffer!
In hope,
In love,
This world ain’t ready for the Ark.
Save yourself a penny for the ferryman!
Save yourself and let them suffer!
In hope,
In love,
Mankind works in mysterious ways.

O primeiro verso nos sugere “guardar uma moeda para o Barqueiro” que, obviamente, se refere a Caronte, aquele que atravessa as almas dos recém-chegados ao “rio” Styx, que separa a dimensão física da astral. Ainda: devemos nos salvar a nós mesmos e deixar que “eles” sofram (os que permanecem na Terra). Isso se torna mais compreensível quando lemos que “na Esperança ou no Amor, o mundo ainda não está pronto para a a Arca“, nesse caso, alusiva àquela de Noé. Ou seja: o compositor parece nos alertar que não vale muito a pena pelejar pelo despertar da humanidade, pois ela “funciona de formas misteriosas”, não acessíveis a nós. O “abate do gado” acontecerá, queiramos ou não, e não estaremos prontos para isso.

Será que o segredo para fugir da Matrix local (planetária) pode estar com aqueles que nos levam para o “além” a fim de termos nossas memórias apagadas? Será que eles seriam a chave para a fuga da prisão?

***

Por fim, deixo o vídeo I, pet goat (“Eu, bode de estimação”), que será providencial para o entendimento do engano religioso em que vivemos. Não comentarei o vídeo, pois ele fala por si mesmo, sem sequer precisar de legendas. Prestem especial atenção à conclusão do mesmo.

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14 Replies to “Matrix escancarada na Arte contemporânea”

  1. Excelente e perturbador. Enquanto fingirmos não ver o que se passa ao nosso redor, nada mudará. Obviamente o problema não vem da ausencia de evidências, já que somos bombardeados ininterruptamente e por todos os lados, como você bem demonstrou, mas talvez da dor de reconhecer que ” há algo de podre no reino da Dinamarca” ? talvez medo …. bem melhor se distrair ja que ” tudo está perdido ” ? … Disgusting….. o vídeo ” I, pet goat’ é demais, um “tapa na cara’.

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    1. Perturbador… é bem isso que sinto que é essa dormência, essa noite mental que não acaba.

      Acredito que o que mais influencia mesmo é a síndrome da cerca invísivel. Nada os segura, e esse nada mantém contentes com a escravidão. Afinal, com o advento do dinheiro eletrônico (e-cash), quaais seres concentrarão todos os poderes sobre os meios de pagamento? A Elite, claro. E bons escravos “não devem morder a mão que os maltrata”, sendo que a mesma “os alimenta”.

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      1. E nós por estarmos aqui reunidos simplesmente teríamos o nosso acesso ao nosso dinheiro digital barrado e o resto do sistema faz o resto.

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  2. Olá Ebrael, já ouviu as músicas “The Hand That Feeds” e “Right Where It Belongs” do Nine Inch Nails? As duas são bem explícitas com relação a esse assunto, deixo como sugestão e também gostaria de agradecê-lo pelo excelente conteúdo disponibilizado no site, é bom saber que existem outros por aí com aquela “intuição”.

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    1. Boa tarde, Roger!
      Quando chegar do trabalho à minha casa, vou checar essas músicas. Com certeza, como essas que você citou, há músicas às centenas que esfregam na nossa cara de zumbis a nossa escravidão. Mais: vou postá-las, a título de exemplo, na Central, com análise das respectivas letras.

      Obrigado pela contribuição, irmão! 😀 Um abraço!

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  3. I, pet a goat, mostra em seu início uma mão com escamas, controlando um fantoche, a mão quando segura a cruz onde estão as cordas, possui uma referência de alguns quandros onde Jesus aparecem com a mão esquerda elevada, ao 44 segundos Bush aponta o dedo para cima, evidenciando uma ordem cronológica até o homem despertar, com um relógio marcando meia noite, poderia ser o ano de 2012, pois para os maias nós estaríamos passando por um ponto da Via Láctea onde receberíamos uma energia pura de seu centro.

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  4. Já leu a obra “A ilha” de Aldous Huxley ? o Admiravel mundo novo é excelente, pena que o final não é aquele que tipico distópico que esperamos. Quanto ao quadro de guernica, caramba, nunca vi esse olho no topo, o proprio picasso já sabia do que rolava por trás do jogo.
    Tem um album inteiro da banda Gamma Ray anti NOM, e adivinhe, não está no spotify kkkk
    O album Sempiternal do Bring me the horizon tem alguns conhecimentos ocultos bem interessantes, desde a capa.
    I Pet goat é o melhor curto que já vi em toda minha vida. O melhor é o final, quando todo o sistema gélido, frio e sem coração é ativado pelo coração cristico e tudo começa a se renovar, é o que todos nós aguardamos ansiosamente.
    um grande abraço à todos.

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    1. Sobre o “I, Pet Goat (II)”:

      Mas, ali, o Cristo não parece ser o “Redentor”. Ali, Ele é retratado como o principal agente da Nova Ordem Mundial, a reunir todos os credos num único, bem “paz e amor”, com aquela cara de Caetano Veloso canonizado, maconheiro chapado e tatuado até o céu-da-boca. No fim do curso do rio, veja que, diante do Sol, há uma pirâmide. Reparou?

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      1. As piramides desabaram com o sol no final, a cruz de espinhos saiu (como eu lembrava na minha cabeça a piramide na testa saia, minha memoria falhou)
        Sobrou uma e sobrou a piramide na testa dele…é…realmente…ficou complicada
        Paz e Luz!

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  5. Mais claro que isso, impossível! De duas, uma: ou Jesus é uma farsa e eles utilizam a farsa contra o que dela sai de bom (e útil para nós, cuidando de desmontar o Circo em hora propícia), ou Jesus é, sim, a representação humana do Ente Divino (estelar, galáctico, universal).

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