O Bom Pastor e o Lobo Mau

Uma máxima, supostamente proferida por Lênin, pode ser utilizada pela Elite em praticamente todos os campos da atividade humana a serem controlados. Ei-la: Antes que se levantem os Anticomunistas, organizemos nós o Anticomunismo. Isso pode ser aplicado também à busca espiritual.

O termo “Religião” que, em latim, evoca a ideia de religação do ser humano às suas origens imemoriais e que, em outras culturas, recebe outros distintivos (Iluminação, o “Caminho”, a “Senda”, Retorno, etc.), não deveria ser o que temos hoje diante de nós. Ao contaminar o pão com o bolor, nossos inimigos nos fazem rejeitar a ambos. Eles não nos impedem de comê-lo ou de ter acesso a esse pão. Eles fazem melhor: eles nos deixam apenas com um acesso (ou poucos acessos) ao pão e tornam-no, diante de nós, em algo repugnante.

Como podemos ler no artigo The Shepherd and the Wolf, no site The Chrysalis, todos os símbolos arquetípicos (ideias primordiais) são divididos em conceitos dualistas artificiais que, para além de se oporem às nossas vistas, são essencialmente a mesma coisa. O Bom Pastor é tão predador quanto o Lobo Mal, diferindo, apenas, em seus métodos. No fim do processo de polarização das massas entre alas opostas de credos, os conceitos duais são unidos sob uma marca holística, puramente comercial, como um amálgama de água e óleo. Por meio da estimulação contraditória, há muito descoberta por Ivan Pavlov, os sujeitos são subjugados pela ansiedade em satisfazer um dos lados em oposição, sem terem condições psicológicas de ascensão a um ponto de visão neutro sobre as oposições.

O que quero dizer aqui é que a rejeição, a priori, da Religião nos levará não somente ao abandono dos sistemas religiosos, mas também do próprio Caminho espiritual. Devemos cuidar para que a luta contra os sistemas de controle não nos conduza ao materialismo e à cegueira espiritual. Antes, os sistemas de controle ideológico fizeram da Religião um grande negócio. Agora, o Grande Negócio (o tal do business) se tornará uma Religião. Como o business sempre, em qualquer lugar ou época, tenderá ao monopólio, é evidente que a Religião, a última de todas as suas versões oficiais, deverá ser apresentada por um brand, uma marca comercial. E talvez, seja por profecia ou por ser uma agenda, o Apocalipse tenha muito mais a nos dizer do que imaginamos.

O Ecumenismo-Holismo (no fundo, ambos perfazem um mesmo “mingau”) é a concretização da Religião de partido único, semelhantemente ao antigo Estado de religião única. A Igreja Católica, por exemplo, não era universal, embora o pretendesse ser. Era, na verdade, maniqueísta-dualista. Agora, transforma-se, lentamente, no berço da Religião Única aceita, a ser implantada em união de esforços entre a Tecnologia e os Estados. Se antes, você era compelido a escolher por um dos dois lados (Pastor/Lobo), logo ambos estarão no mesmo “partido” religioso.

A Religião do futuro não será ateísta, mas monopolista. A síntese holística não será um avanço, mas um par de antolhos. Comprar, vender, comer ou passar fome. Prestar honra ou cair morto, diante de um paredão. Os ateus serão os primeiros a sucumbirem. Os religiosos serão os últimos a comerem lavagem de porcos, sem pérolas em seus pratos. O Bom Pastor e o Lobo Mal eram roupas do mesmo canastrão, o qual conseguiu enlouquecer a plateia embevecida.

 

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7 Replies to “O Bom Pastor e o Lobo Mau”

  1. Esses dias para trás estava andando pela cidade, passei na frente de uma igreja dei uma olhada, passei em uma igreja evangelica e dei uma olhada e acelerei o passo pois nao aguentava os gritos e passei a acelerar os passos, passei na frente de um centro e pensei: – Tudo isso é controle.

    Paz e Luz!

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    1. Seres humanos são animais dotados de alma racional (diferentes dos demais, que são essências monádicas que não conseguem se comunicar sistematicamente).

      Logo, seres humanos, metidos em corpos de espécies que andam em bandos, andarão, comerão, dormirão, caçarão e reagirão, na maior parte das vezes, como estando em bandos.

      As pessoas se ajuntam em bandos pensantes e sentientes (ao que chamamos egrégoras), norteados por ideologias, alimentando o bando e nele haurindo proteção.

      Isso tudo é natural? Diria que isso está previsto no design da raça (via DNA). Quem projetou essa raça? Humm… Deixe-me, como animal racional, pensar em uma resposta razoável! 🙂

      Um abraço!

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  2. Qdo estava no Ensino Médio, o pai de uma amiga minha muito querida, senhor respeitado em nossa comunidade por sua sabedoria, conhecimentos (ele era farmacêutico) e, principalmente, por sua generosidade…suicidou-se! Tempos depois, uma prima linda, jovem, deixando duas filhas pequenas, também! Em ambas situações, lembro-me de que ouvi muitas críticas pela escolha de ambos (livre-arbítrio)? E agora, diante da proximidade do chip (para humanos) que vem por aí, uma amiga disse que, como os ‘divergentes’ serão impedidos de comprar, vender e locomoverem-se…ela pretende atirar-se embaixo de um trem, porque jamais aceitará essa condição; já a hacker escocesa Lepht Anonym, em vez de esperar pela ‘imposição’ dessa ‘novidade tecnológica’ (de controle)… antecipou-se e resolveu, por sua própria conta e riscos, implantar 50 microchips e imãs no próprio corpo, para torná-lo ‘melhor’: numa tentativa de ampliar seus sentidos e conhecimentos…

    http://www.bbc.com/portuguese/geral-37991063

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    1. De alguma forma, creio que, quando “eles” acham conveniente, é possível “desligar” a pessoa, inserindo “vírus no sistema” dela (corpos sutis), ocasionando um colapso. Isso seria induzido através da manipulação do que euvetor de realidade (ou seja, paradigma da pessoa).

      Com a avalanche tecnológica, todos estão interconectados sem terem dado autorização (no máximo, usufruindo de tudo como alguém gozando durante seu próprio estupro). Não há mais um cérebro sequer, sendo todos nós filiais de um Global Brain (Cérebro Global).

      Não sei porquê, mas sinto que já vi esse filme em algum lugar do Tempo…

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      1. Filme: O Doador de Memórias?

        Talvez, a morte física seja, de fato, a única forma, prática que leva à libertação espiritual definitiva: a maior prova de resistência e de negação a esta programação que nos impõem!

        Afinal, eles – os ‘nossos donos’ não têm o menor escrúpulo para nos retirar da nossa vida, independente de quem deixamos, que muitas vezes dependem de nós financeira e emocionalmente: desligando os ‘botões’ – morremos e ponto! Que se dane o resto e os outros (nossos entes queridos que ficam…). Afinal…ELES PODEM TUDO! SOMOS MERCADORIA!

        Aliás, isso tbém é uma questão cultural (no Japão, por exemplo, a prática do Hara-kiri (forma de suicídio para lavar a honra é motivo de orgulho…).

        Diversidade Cultural by Galeano

        http://www.lpm-blog.com.br/?p=20974

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      2. Morte é libertação? De que ou de quem?

        Gado, quando foge, vai para onde? Para o estábulo do vizinho ou para uma wasteland (“terra de ninguém”).

        Gado, quando morre, vira o quê? Vai para o freezer e vira churrasco.

        E a alma do gado? Reciclada.

        Por quê? Porque foi “criada”, não surgiu espontaneamente do Coração de “Deus”.

        Não existimos de verdade, somos inteligência artificial, literalmente. Quando os robôs passarem a demonstrar “sentimentos” e reagirem de forma autônoma, teremos a confirmação disso, de que somos experimentos lógicos atados a máquinas biológicas.

        Somos ativos vitalizados, metidos no pasto para trabalhar, servir de comida e morrer.

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