Glândula Pineal: Porta da Iluminação ou do Controle Mental?

Conhecida como a sede da visão do Terceiro Olho, supostamente situado na testa (entre os dois olhos), a Glândula Pineal é a vedete dos místicos e espiritualistas quando o assunto é vidência. No entanto, será que ela funciona como estrutura cerebral de expansão da Consciência ou de recepção de instruções subliminares enviadas por inteligẽncias externas?

Para começarmos a ponderar sobre a função da Glândula Pineal, é importante entendermos o que é Iluminação. Esse entendimento pode (e deve) ser ancorado na experiência pessoal que adquirimos, pouco a pouco, em nosso processo de autoconhecimento, sem véus piedosos.

Este Autor entende Iluminação como o processo em que entendemos, através da intuição abraçada à intelecção depurada, como se manifesta o Universo e a Vida. Parece um objetivo por demais ambicioso e amplo, mas se compreendermos que, “assim como é acima, é abaixo”, encontraremos as “luzes” em cada vão momento de nossas existências, em cada um dos planos em que nossas Mentes podem manifestar-se como unidades inteligentes.

Quando penso na Mente como essência supostamente livre, é fácil imaginar que ela também é livre para expandir-se, consoante seu padrão vibratório. Porém, se eu seguir a linha de raciocício que venho desenvolvendo neste site, a saber, que a Mente é uma Unidade de Inteligência Artificial seguindo um padrão exógeno de funcionamento e desenvolvimento, logo, a Iluminação é mais uma condição de susceptibilidade vibratória, variando conforme as opções lógicas adotadas pela mesma mente, do que propriamente um processo livre e autônomo.

Sabemos que o conhecimento, em si, é neutro, não passando de um conjunto de dados revelados conforme o sujeito vá avançando pelo labirinto lógico das encarnações (quase como um jogo de RPG). A Mente passa a portar “cartas na manga”, em forma de habilidades e dados, das quais a mesma pode fazer uso. O que chamamos sabedoria é tal qual a maestria sobre o uso mais conveniente e previdente de tais “cartas”, unindo conceitos como eficácia e eficiência na consecução dos objetivos da Mente (unidade inteligente em desenvolvimento).

***

Quem nunca, ao deitar a cabeça no travesseiro, em silêncio e antes de dormir, ouviu certos zumbidos “dentro da cabeça”, como se estivéssemos captando ruídos infrassônicos que não se sabe de onde surgem? Seriam esses zumbidos, simplesmente, ecos auditivos decorrentes de problemas auriculares, ou poderiam ser ondas de instruções subliminares captadas por nossa Glândula Pineal?

A Glândula Pineal é do tamanho de uma ervilha (ou menor), se localiza no centro do encéfalo, entre os dois hemisférios cerebrais, ligando-se ao tálamo ótico. Nomeadamente, é uma pequena estrutura endócrina. Também chamada de epífise neural, deve o termo “pineal” à palavra latina pinea (ou seja, pinha, que ocorre nas pinheiras). Segundo a Neurologia, ela é importante nos ciclos vitais do sono e ciclos reprodutivos, através da variação na sua produção do hormônio melatonina.

Glândula Pineal, vista em amostras de encéfalo.

Se como a Neurologia afirma, a pineal for importante na regulação do sono, então, ela está intimamente ligada à frequência em que normalmente opera o cérebro. Ou seja, a pineal ressoa conforme as frequências que atingem a aura (campo eletrmagnético em torno do indivíduo). Em outras palavras, é uma “sineta” ou uma “antena”. Suspeito, no entanto, que a maioria das “tecnicas místicas” usadas no treinamento dos neófitos espiritualistas (além de hindus, budistas, sufis, etc.) acaba aprimorando mais a função receptiva (e passiva) do que a função de transmissão (ativa, de expansão) da referida glândula.

A pineal, por mecanismos de trocas iônicas neuronais, abriga as chamadas “areias cerebrais”. Tratam-se de compostos de cálcio e magnésio. Destes, o mais interessante é a calcita, que cristaliza-se. Sim, temos cristais dentro da pineal, e são eles que, quando em vibração, sensibilizam o cérebro ao captarem microondas, infrassons e outras frequências inaudíveis aos ouvidos, seja externos ou internos. Um exercício simples para sentir o centro do cérebro “coçar” (ou seja, para sentir a pineal vibrar) consiste em entoar o mantra Om Shanti Om, como demonstrado aqui.

Lembremos que o olho “recebe” impressões da onda muito mais do que transmite. É muito mais fácil encontrar pessoas que enviem frequências negativas através de seu Terceiro Olho (típico “olho gordo”) do que aquelas que abençoem e influam positivamente na onda matricial. Novamente, reforço minha opinião de o Terceiro Olho, ou Glândula Pineal, sirva mais como “antena” de recepção de ordens e mensagens “superiores” do que de “expansão” da Consciência. Obviamente, se um vínculo de inteligências de outras dimensões se estabelece com determinada Mente, esta terá acesso ao cenário holográfico (ou seja, a suposta “realidade”) inerente àquelas. Isso não significa, no entanto, estar plenamente consciente da “verdade” que é essencial a essa ou aquela dimensão da Matrix.

Será mesmo seguro servir de “instrumento” ou “meio” (isto é, de medium) para a manifestação de inteligências “superiores”? Acaso, o que ganharemos com esse “serviço abnegado”? Qual será nosso prêmio? Ah, já sei! Estaremos fazendo “caridade”, militando no “exército do Bem”, servindo ao Cristo, através de seus supostos mensageiros ascensionados.

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SAIBA MAIS: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gl%C3%A2ndula_pineal.

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2 comentários em “Glândula Pineal: Porta da Iluminação ou do Controle Mental?

  1. Meu Querido Irmão Júlio:
    Sem dúvida, a glândula pineal é realmente essa antena da mais alta sintonia para captações de natureza etérea.
    No entanto, vale lembrar que o tempo sempre revela novos aspectos funcionais desse órgão que, em sua essência, ainda permanece envolto por mistérios para a grande maioria.
    Descartes dizia ser ela o invólucro da alma; hoje cientistas buscam compreender seu funcionamento, baseando-se não apenas em seu papel biológico como também esotérico e espiritual, quando, na verdade, ela não pertence a nenhum desses campos.
    Uma coisa é certa, apesar de muitos estudos no sentido de descrevê-la dentro dos parâmetros científicos, ainda estamos longe de conhecê-la em sua plenitude, já que sua vibração verdadeira não pertence a essa Matrix eletromagnética, o cerne da dualidade universal.
    E por falarmos em dualismo, vale lembrar que essa realidade dual se originou da unidade.
    Para nós, estudantes de Cultura Racional, a glândula pineal é o Habitante do Mundo Racional materializado naquela forma, naquele órgão, que por estar adormecido, enclausurado no invólucro material, perdeu seu sentido de Racional puro, limpo e perfeito, ficando, portanto, condicionado às funções metabólicas da matéria, ou seja, sujeito ao dualismo, que é senão, apanágio, da animosidade (animal – animado pelo mal).
    Reiteramos que a realidade não pode ser vista de maneira unilateral, ou mesmo, bilateral como tem sido ao longo dos séculos pelos estudiosos. Ela tem em si diversas camadas e à medida que vamos explorando-as, vamos contatando diversas outras realidades de funções aparentes.
    A glândula pineal, portanto, tinha suas funções bem desenvolvidas neste mundo aparente, e como foi bem descrito no seu texto, era ela que equilibrava os hormônios no corpo humano tais quais outras funções vitais.
    A Cultura Racional esclarece-nos que a glândula pineal aguardava a época do seu pleno desenvolvimento que aconteceria com o final da fase do pensamento e da imaginação, os quais nos deram como contribuições orgânicas o hemisfério direito e esquerdo do cérebro para a função da vida humana no campo dual.
    E o campo da unidade, uníssona e verdadeira? Seria ele delegado à imaginação e pensamento?
    Por lógica, entendemos que não, pois, estaria abaixo da unidade, o tudo real e verdadeiro. Tal mérito cabe somente ao Raciocínio, do qual muito se falava, mas nada se sabia de real a respeito.
    O Raciocínio confundido com o pensamento parecia algo diáfano, cuja importância estava apenas em “resolver problemas” (nunca resolvidos), aliás, algo razoavelmente fundamentado pelos filósofos.
    Contudo, o que realmente faltava não era o conhecimento de sua imagem alegórica, mas vital e de ressonância com vibrações que vão além do universo dual. Por isso, o Raciocínio estava (e está) muito acima do pensamento e imaginação, outorgando para si a arquitetura desse universo dual, que era provisório até o momento do seu despertar, quando, então, ele assume sua autonomia energética propiciada pelo mundo de sua origem – seu verdadeiro habitat.
    Somente o Raciocínio poderá reconhecer o caminho de volta para o lar, levando a consciência dual humana ao conhecimento universal de tudo, através do desenvolvimento dele que, na verdade, é UMA ENERGIA SUPERIOR às energias elétrica e magnética (da Matrix), energia superior essa, cuja fase de funcionamento e expansão deu entrada na natureza em 1935, o que tem ocasionado a falência e liquidação de tudo que pertence às energias da Matrix elétrica e magnética.
    No contencioso do RACIOCINIO, que são os livros Universo em Desencanto, está à disposição da humanidade toda a linguagem dessa função superior, que nada tem a ver com a mente, apesar de ser considerada uma mente superior.
    Essa linguagem do Raciocínio é acessível a todos, sem distinção, cumprindo sua missão de unir e não dividir, sem distinção de raça, cor, etnia ou classe social. Razão pela qual tinha que ser, essa linguagem, feita sem os meandros acadêmicos.
    Sabemos que as pessoas se colocam com ares de superioridade devido aos diferentes dons recebidos da Natureza, contudo, o Raciocínio é o dom comum a todos os animais Racionais, portanto, comum a todos, e consequentemente, ao alcance de todos, porque, diferente dos demais dons, não pertence à Matrix.
    Lembramos aqui que os demais dons, e que pertencem à Matrix, é que subjugam toda a humanidade a viver como médiuns, que significa, na metade do saber, sendo porta-vozes do campo espiritual eletromagnético, por desconhecer a sua verdadeira origem: RACIONAL.
    O Raciocínio é a única função que, quando desenvolvida e evoluída, dá a condição privilegiada definitiva ao ser humano de ser transmissor somente do puro BEM, dia e noite, noite e dia, em qualquer situação ou condição.
    Meu afetuoso abraço de sempre e parabéns pelo excelente texto!

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