A espinha dorsal da Nova Ordem Mundial

Há muita gente falando sobre Nova Ordem Mundial sem ater-se à essência da mesma. E que essência é essa? Tentarei responder em seguida. Em tempo: o livro Admirável Mundo Novo, a respeito do qual teci alguns comentários em postagem anterior, através de sua descrição de sociedade do “futuro”, nos remete ao que é mais básico em termos de método para a consecução de tal nova ordem.

A Nova Ordem Mundial [em inglês: New World Order; em latim: Novus Ordo Sæculorum] é, basicamente, um projeto de sociedade global: a) sem religiões; b) sem fronteiras; c) sem famílias; d) sem Moral. Numa sociedade assim: sem Famílias, não haveria religiões; sem religiões, não haveria censura moral; sem censura moral, não haveria direitos e deveres; sem direitos e deveres, as instâncias de apelação à Justiça e a liberdade mínima se tornariam dispensáveis.

Sem a necessidade de Justiça, não precisaríamos de democracia. Sem democracia, a liberdade e a Vida não visariam mais a conservação do bem-estar duradouro, mas apenas a manutenção de tudo o que é imediato. Sem a noção do que é Bom ou Mau, o ensino seria voltado à tecnologia e os seres humanos perderiam, em grande escala, sua capacidade emotiva.

A N.O.M. não foi projetada no século XX ou por partidos comunistas, capitalistas, etc. É baseada em ideias antigas, sendo que capitalismo e socialismo, Direita e Esquerda políticas, seitas várias e de todos os tipos, se resumem a instrumentos de divisão da sociedade. É preciso incitar o ódio, a divisão e a matança para que os seres humanos percam sua base de valores morais. No dia em que a humanidade achar a si mesma culpada pelos crimes aos quais foi conduzida a cometer, então, se convencerá de que se tornou em ajuntamento de bestas. Bestas devem ser domadas. Se for um rebanho de ovelhas, esse deverá ser pastoreado.

Desde os tempos de Malthus, que defendia a redução da população mundial de pobres através da esterilização em massa, fomes e guerras provocadas, sentimos o cheiro do fumo psicopático de uma certa Elite iluminista. Tal Elite consegue se mostrar tão (ou mais) fanática do que os covis de hierarcas religiosos, com seus séquitos de inquisidores enfurecidos. De um lado, intelectuais que tratam do destino de bilhões de pessoas como falam de um banquete de domingo, esquecendo-se que suas tripas guardam tanta ou mais podridão. De outro, ilusionistas religiosos, vigários de um deus com vários registros de identidade, cujo retrato falado reflete muito mais o delírio pseudo-místico do que um simulacro com alguma credibilidade.

A espécie humana híbrida deste planeta, cujo genoma tem sido modificado, ao bel prazer da Elite reptiliana, por incontáveis milênios, é tida como gado. Às vezes, algumas pessoas acham que assim escrevo com único intuito de rebaixar a humanidade. É justamente o contrário: quero valorizar o mínimo de capacidade racional que nós, entre intelectuais e religiosos, ainda portamos. A “loucura” que hoje vivemos em nossa sociedade é toda, inteiramente, provocada por “engenheiros sociais” muito bem instruídos, tanto na tecnologia atual de controle social quanto nas técnicas antigas de lavagem cerebral. Quanto mais estúpidos eles se convencem que podemos ser, mais motivos encontram para defenderem nosso extermínio, a tal “solução final”.

***

O livro de Huxley (Admirável Mundo Novo) nos mostra, basicamente, uma sociedade abortista e que descarta os idosos como “nojentos”, ideologicamente policiada, sem religiões ou ensino moral de qualquer espécie, voltada inteiramente à promoção dos prazeres e a supressão de dores. Hoje, especialmente, fiquei pensando na influência que minha mãe teve na minha personalidade e na falta que fez a presença física de meu pai durante minha infância e adolescência. Todas as coisas que acontecem nessas duas fases da vida tendem a ecoar em nós durante o resto desta.

Um mundo sem mães e pais, sem famílias, significa um mundo sem proteção, crianças sem segurança, facilmente doutrináveis pelo aparato estatal ditatorial, à mercê dos “coletivos” do futuro, da polícia ideológica das ruas (por isso, em essência, comunista). Mais: sabem “eles” que a Moral nasce na Família, que é nela que os pais podem propagar ideais mais nobres, acima das misérias humanas. É na Família que pode prosperar a noção de individualidade responsável, de continuidade e de conservação de uma cultura própria.

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O pilar da Nova Ordem Mundial reside na extinção da Família. Sem Família, não há proteção para os menores, nem religiões, nem Moral, nem propriedade privada (pois não há herança e sucessão). Sem os pais, não há vínculos afetivos de espécie alguma que se desdobrem nas vidas dos seres humanos. Uma única religião, a “voz divina” do Estado. Uma única cultura, a libertina. Uma única Vida, a que desdenha da Morte. Logo, o sexo não servirá à sua função biológica, deixando mesmo de ser recomendado.

A religião, na forma como está, leva apenas ao cumprimento da “profecia” que eles querem que se cumpra. Ou melhor, a profecia é como um guia do que deveremos, por bem ou por mal, cumprir. O verdadeiro autoconhecimento (do “Universo e dos deuses”) não nos aprisionaria a um sistema como este em que vivemos, mas à libertação do estágio animalesco em que nos encontramos, lamentavelmente.

A Elite realmente acredita que não temos direito a subsistir, a pensar e nos autogovernarmos. Nos criaram como bestas para sermos bestas. A nossa revolta contra “eles” é como a dos Titãs contra Zeus. A audácia das criaturas contra seus criadores é semelhante a de Prometeu, que ousou “roubar” o fogo da Razão dos “deuses”. A Nova Ordem Mundial é a revogação do nosso direito de subsistir, é o decreto que nos outorga o rebaixamento da espécie sub-humana, da categoria de bestas racionais à de vermes insensíveis.

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16 comentários em “A espinha dorsal da Nova Ordem Mundial

  1. Você já conhece o conteúdo do site 320.000 anos – O livro e a página Reversão Humana?
    Fazem um bom link, com mais esclarecimentos, com o assunto que você aborda.
    Um abraço.

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  2. Bom artigo Julio, pois é a destruição da familia foi bem planejada e já está instalada, e faz tempo, quando uma criança é tirada depois de 4 meses do peito da mãe,porque a mãe precisa voltar a trabalhar, isso já é a separação da familia. Então a criança vai pra creche, e fica lá até 6,7 da noite, passou o dia longe da mãe e do pai, na verdade, qdo volta já está quase dormindo e mal tem contato com os pais. E a medida que cresce, quer atenção, brincar, mas a mãe e o pai estão tão cansados, sem energia, talvez querendo um pouco de tempo para si próprios. Então lá vem a culpa para os que tem consciência, e ai tentam suprir o amor e a atenção com comidas e brinquedos. E todo mundo sabe que o brinquedo perde a graça logo depois de alguns minutos. Quem vai dar amor para esses filhos com esse sistema, hein? Só mesmo com muita perseverança. Ai tentaram vender a estória do tempo e qualidade, hahaha, que tempo e qualidade, se a pessoa só tem 2 dias para tentar suprir isso tudo, e ainda tem que cuidar da criança, do marido, da casa, de si, e ainda tem que estar linda, sarada, alegre…ah e bem sucedida. Ah e se a mulher fica em casa cuidando dos filhos, não tem valor nenhum, porque essa ideia foi vendida. Conheça muitas mulheres que poderiam ficar cuidando de seus filhos, pois o marido ganha mais que suficiente para mante-los e mesmo assim ela prefere ir trabalhar, porque a ideia já foi vendida.O consumismo já está instalado, o sistema a sobrevivência… Porque também ficar 24 horas cuidando de uma criança de verdade com amor e paciência é para poucos.

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    1. Bom dia, Mirna! 😀

      O conceito de célula-máter da sociedade (Família) já era entendido pelo pessoal das fundações privadas há muito tempo. Ela é um hardcore, o qual elas não poderiam extinguir de uma só vez sem despertar a desconfiança do povo acerca das liberdades. Resolveram mexer no relacionamento homem-mulher, desequilibrando-o. A partir do momento em que esse modelo familiar católico fosse modificado, o edifício social ruiria da forma como eles queriam.

      Pílula, sexo livre, divórcio, aborto e ideologia de gênero. Foram essas as metas para atingir o objetivo de corroer a estrutura social e tornar a todos dependentes do Estado policial que hoje vemos se instaurar.

      Esse padre abaixo, no vídeo, explica bem isso:

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    2. O problema também com a insegurança nos casamentos, pois venderam a idéia do “caiu na rotina tem de separar” como se o casamento tivesse de ser um eterno namoro, a esposa uma eterna adolescente, numa gincana cansativa de um conquistando o outro todos os dias (algo irreal). Não é mais feio uma mulher “dar em cima” de homem casado. Se sentem poderosas destruindo o lar dos outros e isso é estimulado fortemente na mídia. Não é mais vergonha um homem sair de casa, se afastar da mulher e dos filhos. Ao contrário! É visto como corajoso. “Fodão”!! “Tem de renovar”! “Pegar um novinha”. “Esse é o cara!!” Casamento não é mais família! Não é mais confiança absoluta.É união temporária. Marido e mulher viraram “parceiros”.Em que condições pode uma mulher ficar na sua casa cuidando dos seus filhos e marido? É o que deveria!! Sim, se não fosse essa mídia satânica e esse feminismo mal compreendido. Minha mãe diz que na década de 50 um homem que largasse a família por uma mais nova era visto com desprezo pelos outros homens. Hoje é visto como herói. Alguém pode argumentar que era tudo hipocrisia…Mas hoje o que é afinal? De mulher objeto passamos a mulher descartável. E os filhos no meio dessa contradição onde tudo que interessa é a atração sexual. Acabou o tesão. Acabou a união. Companheirismo, filhos, estória, uma vida juntos. Nada mais importa! Quando mais iremos precisar do companheiro, ele não estará mais ali.Esse é o resumo da equação no planeta-prisão: escravidão aos instintos mais básicos e primários e o reforço constante a esses instintos que devem sempre prevalecer. em detrimento a qualquer coisa sob pena do indivíduo ser rotulado como fraco e sem “culhão”, como foi o caso do homem que teve vergonha de sair em público com a amante piriguete. Pro mundo consumista é ótimo.Casar e separar gera mais gastos do que só casar. Pro sistema prisional que é esse planeta também é bom. A instabilidade, falta de confiança e de sentido nesse tipo de vida gera solidão e depressão, o que alimenta vampiros astrais. E por aí vamos….

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