O que é um Sistema?

A palavra Sistema, com inicial em maiúscula, popularizou-se no público alternativo como sinônimo de uma tal superestrutura que, dos bastidores mais inacessíveis da Elite, controla absolutamente todo o Mundo, desde as finanças internacionais, passando pelas potências militares e organismos supranacionais (tais como a ONU e a OTAN), até chegar à mídia e às altas hierarquias religiosas.

Deixo, abaixo, minhas considerações adicionais sobre esse tema.

Na Era da Informação, tida como pós-moderna, era de se esperar que Deus adquirisse uma feição meio biônica. Sua onipresença deixou de ser panteística e passou a manifestar-se como bits de informação circulante a ditar mandamentos sociais através da internet. O antigo e primevo Ser Supremo é, agora, um deus ex machina. A lógica binária está, agora, a prevalecer sobre a intuição, declarando a Razão luciférica como senhora única da Humanidade, na mais concreta e tirânica Fé filosófica, tão capenga como o devocionismo dos fanáticos religiosos.

Mas, deixando os prolegômenos de lado, por ora, destrinchemos o termo sistema e projetemos sua aplicação prática nos dias atuais. Vejamos!

Resumindo o que nos diz um artigo na Wikipedia, sistema é uma palavra de origem grega que representa uma “reunião de elementos ordenados adequadamente”. Ou seja, estes elementos tendem à Ordem. Sempre, à Ordem! Assim, temos o Sistema Solar, um qualquer sistema operacional de computadores, o sistema digestivo, Sistema Único de Saúde, etc. Em grego, escreve-se σύστημα e pronuncia-se systema, que, literalmente, significa “algo que tende a permanecer junto”.

Segundo a Teoria Sistêmica, há sistemas abertos (que interagem com exterior através de entradas e saídas) e sistemas fechados (que não interagem com seu exterior, se houver algo exterior a eles). O problema é que os sistemas ditos abertos o são apenas em relação a outros sistemas abertos. Mas, inevitavelmente, o conjunto dos sistemas abertos compõe um sistema fechado (considerando-se haver, ou não, algo exterior a ele).

Outra característica de um sistema é o conjunto de relações entre os elementos que o compõem. Se o sistema for lógico, inteligente, vivo ou predeterminado, ele coagirá os elementos a se comportarem de tal modo a sustentarem-no em máxima estabilidade possível. É exatamente o que testemunhamos quando observamos uma egrégora em plena vitalidade. Os elementos divergentes, invariavelmente, devem ser purgados e corrigidos (purificados), reintegrados ou eliminados do sistema.

Membros de um grupo com ideias comuns formam egrégoras, que são entidades semiconscientes e que se nutrem das emoções e pensamentos de seus integrantes, além de manter rígid.o controle sobre a Consciência individual de cada membro
Membros de um grupo com ideias comuns formam egrégoras, que são entidades semiconscientes e que se nutrem das emoções e pensamentos de seus integrantes, além de manterem rígido controle sobre a Consciência individual de cada membro.

Tem-se, então, que entender que os estados ditos ordenado e caótico se opõem, como a Direita e a Esquerda políticas, por exemplo. Porém, não quero dizer que o Caos e a Ordem são equivalentes, mas que a Ordem, sucedendo ao Caos, subsiste como mera projeção lógica e imperfeita. A Ordem é uma quimera, um sonho desesperado para manter intacto aquilo que é cíclico e passageiro. Por isso, a Direita prega a salvação pelo pacto social mais coerente, enquanto a Esquerda nos declara que a anarquia e a revolução (que desagregam as estruturas, portanto, caóticas) são os caminhos para o restabelecimento da pureza primitiva do ser humano. A Ordem conserva; o Caos dissipa.

>> Para ler minhas Especulações sobre a Ordem e o Caos, clique aqui!

No entanto, seguindo essa linha de raciocínio, vemos que os sistemas evoluem através de ciclos, como de fluxo e refluxo das marés, já que a homeostase interna (capacidade de equalizar as diferenças entre os elementos componentes e absorver mudanças) necessita da alternância entre polos, exatamente como a pilha não pode dispensar a corrente entre os polos positivo e negativo. Não há como haver correções sem que tenhamos um fluxo, ou movimento interno.

Aos elementos, importa a qual polo se ater. Porém, ao sistema, que está acima de seus elementos, não importa uma escolha. Importa ao sistema, apenas, manter-se em uma progressão estável, aumentando a sinergia entre seus elementos subordinados, o que gera Poder.

Diz-nos a Física que o choque entre partículas gera Luz e Calor. Isso é energia (“trabalho interior”). Quando temos os elementos caminhando em uma mesma direção, testemunhamos a eliminação de quaisquer diferenças entre eles, rumando todos à unanimidade. Acaso, não é o vemos em um feixe de raios laser??

Todos os sistemas físicos e, por extensão, os humanos, são essencialmente binários. Ou seja, se compõem de dois polos opostos e complementares, indissociáveis da estrutura do sistema e irreconciliáveis entre si. Da oposição entre eles, depende o progresso e o movimento dos elementos.

Emblema maçônico do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito.
Emblema maçônico do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito.

Tudo o que eu disse acima já é conhecido, há muito, pelos Illuminati. Afinal, segundo um de seus mais célebres lemas (Ordo ab Chaos), a Ordem provém do Caos. Na verdade, um tal sistema ordenado sempre apresenta características caóticas, que devem ser amenizadas. É o que as pesquisas de opinião relatam como margem de erro (ou desvio), o que a Política conhece como dissidência e as religiões chamam de seitas.

Quando escuto a palavra “liberdade”, atualmente, no contexto sociopolítico, não canso de gargalhar. Como pode haver liberdade, se a mesma jaz sob limitações? Logo, não há liberdade se ela for limitada. Se for ilimitada, há exorbitação de um elemento sobre todos os outros, o que destrói a falsa liberdade proposta. Como eu disse, creio que todo sistema pode ser considerado um elemento de um sistema maior, este sendo fechado. Nele, então, sabemos que contamos com, no máximo, uma autonomia relativa, sob regras mais ou menos flexíveis.

O ser humano é um sistema aberto dentro do Mundo, sendo este um sistema fechado. A espécie humana é regulada por seu DNA, cujas diretrizes e instruções são soberanas. A humanidade, coletivamente falando, é governada por tendências estimuladas por forças que representam o Bom Pastor e o Lobo Mau, Deus e Diabo, Direita e Esquerda e demais noções binárias (frio e calor, Bem e Mal, claro e escuro, etc.). Deste sistema, não somos autorizados a sair pelo que chamam Deus, e muito menos pelo Diabo.

Aquele que tudo vê paira sobre todos, sobre as águas. Separou ele as Águas inferiores das superiores, a Luz das Trevas, o homem da mulher. O joio precisava crescer junto ao trigo, bem como o ódio ao lado do Amor. E tudo é uma e a mesma coisa, o mesmo sistema do qual não podemos, agora, sair.

Escolher é obrigatório. Pagar o preço? Sim, se você não quiser pagar o preço, não saia às “compras”. Não olhe, não experimente, não alimente o sistema. Assim, você será eliminado dele como um vírus. Partindo desta perspectiva, não seria de estranhar que “Deus” achasse necessário purgar uma parcela dos elementos divergentes no fogo que jamais se extingue.

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4 comentários em “O que é um Sistema?

  1. MEU BOM AMIGO E IRMÃO JÚLIO! Como tudo que escreve: muito bom o que fala sobre sistema. Apenas peço-lhe licença para uma observação a respeito de:
    “A humanidade, coletivamente falando, é governada por tendências estimuladas por forças que representam o Bom Pastor e o Lobo Mau, Deus e Diabo, Direita e Esquerda e demais noções binárias (frio e calor, Bem e Mal, claro e escuro, etc.).”
    Afirmação correta, exceção feita à dualidade, pois ela é comandada por Lúcifer, o OLHO QUE TUDO VÊ NO ÂMBITO DUAL, no mundo material tão somente. A Direita é dele e a Esquerda também.
    E por a humanidade nunca ter conhecido DEUS, apenas sentia, pela lógica, que teria que existir um SER SUPERIOR, e por Lúcifer comandar o “Bem” (aparente) e o Mal, foi admitido como Deus e ainda o é, por todos aqueles que ainda não entenderam que a dualidade é uma imperfeição.
    No mundo dual o mal se alimenta do bem e vice-versa. Por isso Lúcifer criou todas as religiões, filosofias, doutrinas, como criou também todos os tipos de perdição.
    O povo não percebeu ainda que sempre vivemos no inferno. E dizem ter medo do diabo, mas gostam e se fanatizam com tudo que ele criou para nossa lapidação.
    Lapidação é sofrimento, imposto por nós mesmos quando viramos as costas para o SER SUPREMO VERDADEIRO para constituir este mundo experimental material.
    Portanto, aqui neste universo eletromagnético é lugar de sofrimento e perdição, até que caia a ficha de cada qual para o fato de que não existe efeito sem causa.
    Se o mundo é de sofrimentos até morrer, já era para todos terem percebido que estamos dentro de uma grande penitenciária, sendo lapidados pelo pensamento e pela imaginação que são controlados por Lúcifer que, apesar de ser também um devedor como nós, cumpriu e tem cumprido muito bem sua missão de nos lapidar para nos preparar até que baixemos nossa crista para reconhecer que criamos um mundo que jamais poderia ter sido criado, QUE FOI UMA PARTE DO UNIVERSO ETERNO QUE ESTAVA EM FORMAÇÃO e que somente o CRIADOR, que não tem nome nenhum, por ser um RACIONAL SUPERIOR a nós, o SUPREMO RACIONAL, é que poderia adentrar naquela parte sem prejuízo dela.
    Fomos avisados por ELE, teimamos, desobedecemos, adentramos naquela parte e olha agora como estamos,
    Houve o desligamento daquela parte do TODO, perdemos a orientação DIVINA. A descida daquela parte criou um vácuo que não existia, criou o tempo e o espaço; veio a perda de virtudes daquela parte e de nossos corpos de LUZ RACIONAL.
    Aquela parte se bifurcou em elétrica e magnética, um ser com duas caras e que comanda as duas, pois, ambas fazem parte de sua natureza anterior (pura, limpa e perfeita, mas em formação). Entendeu porque “O OLHO QUE TUDO VÊ” que as religiões, ciências e filosofias têm como DEUS, está longe de ser DEUS? Aliás, não deixa de ser DEUS, um DEUS MATERIAL, que controla a matéria visível e a invisível.
    E naquela descida do Mundo Superior, por perder as virtudes (virtudes são vidas, poderes), fomos tomando outras formas de vida (isso durou 21 eternidades), porque nada se perde, nada se cria e tudo se transforma. As virtudes perdidas se degeneraram e continuam nos mantendo, deformadamente. Portanto, são virtudes perdidas que, na verdade continuam conosco, perderam foi o seu estado de pureza, limpeza e perfeição, ou seja, se transformaram em outros seres. Portanto, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.
    E quem agora não se interessar em conhecer a VERDADE sobre este universo em que vivemos, por já estar na Terra o conhecimento para esse esclarecimento definitivo, ficará por conta de Lúcifer mais 7 eternidades, sofrendo muito mais do que temos sofrido como animais Racionais, porque passará para uma transformação pior, a da 22ª eternidade, a classe dos irracionais. Morre, transformando-se primeiramente em exu, de chifre rabo e garfão na mão, vai correr toda a hierarquia dos exus, para espetar os materialistas que não querem saber de se conhecer e de conhecer o SUPREMO VERDADEIRO.
    Depois volta a se materializar na Terra como animal irracional de quatro pés e de dois pés, correndo uma imensa hierarquia, até chegar à hierarquia das pedras. Todo esse trajeto de descida vai demorar 7 eternidades.
    E o que é uma eternidade? É um tempo tão longo que não tem como contar.
    E isso tudo está acontecendo porque Lúcifer se rendeu ao SUPREMO CRIADOR e não mais admite que seus subordinados não o façam também. Por isso, por o povo continuar adotando a cultura que ele Lúcifer criou, filosófica, científica e religiosa, na fase em que a Natureza mudou para a Fase Racional, do desenvolvimento do raciocínio (a centelha divina paralisada na Glândula Pineal), Lúcifer está revoltado, instaurou a era do fogo para destruir os teimosos e está em retirada, levando consigo todos esses teimosos que continuam apegados à matéria que nada é – é o presépio do nada mantido por ele.
    Levando para onde? Para as classes inferiores, como verdadeiros diabos, para trabalhar para ele, fazendo o terror na Terra, até que o povo remanescente acorde para a cultura do Terceiro Milênio, a CULTURA RACIONAL, a cultura dos eternos, do mundo de onde saímos um dia, o MUNDO RACIONAL, e para onde todos, queiram ou não queiram têm que retornar: ou pela porta de baixo, descendo de classe, ou pela porta de cima, desenvolvendo o raciocínio, que é uma ENERGIA RACIONAL que se encontra paralisada na Glândula Pineal e que somente passa a funcionar em contato com a ENERGIA RACIONAL do nosso Verdadeiro Mundo de Origem, o MUNDO RACIONAL. Por isso ninguém nunca raciocinou, porque o raciocínio não é uma energia eletromagnética, é uma energia racional, QUE ESTE MUNDO TERRENO NUNCA CONHECEU ANTERIORMENTE. Mais detalhes nos livros Universo em Desencanto.
    Resumindo: a ideia de DEUS como unidade Suprema e Criador intencional desse sistema de dicotomias, onde o ser humano é exposto ao processo experimental, ao sabor deste Deus demiurgo, é apenas uma fração da VERDADE, pois, a verdade é que além desse ser, que é real, está o RACIOCÍNIO, Habitantes que deram consequência a este mundo. Esses habitantes estão materializados na Glândula Pineal humana, como máquina do RACIOCÍNIO que representa o ponto nevrálgico do Universo, porém estava adormecido, aguardando a chegada da Fase Racional, que constitui a chegada da ENERGIA RACIONAL na Terra, materializada em forma de LIVROS, para que pudesse entrar em função. O RACIOCÍNIO é o que restou do nosso corpo original, e o restante do corpo do animal Racional, é a parte animal, que é uma materialização da parte do MUNDO RACIONAL que desceu e veio a constituir esse corpo animal.
    Forte e elevado abraço!

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    1. Oi, Nágea! 🙂

      Mas, foi exatamente isso que falei, pois, para mim, Lúcifer e Satã (o Diabo) não são os mesmos personagens. O Conhecimento está acima da dualidade, sempre. No Conhecimento, todas as escolhas estão, ao mesmo tempo, contempladas e anuladas em si mesmas, pois não há mais caminhos a seguir quando se obtém o Conhecimento de tudo.

      O Caminho é, somente, um roteiro de experimentos sensoriais e mentais. Quando um Ser atinge a plenitude do Conhecimento, chega ao fim do Caminho. No entanto, o Conhecimento puro é, apenas, Conhecimento, não essência. A insensibilidade é o preço que Lúcifer, assim como qualquer um de nós, paga por conhecer sem depurar-se.

      Fraterno abraço! 🙂

      Curtido por 1 pessoa

  2. Oi, Júlio!
    Lúcifer e Satã, pela maneira como você expôs são as duas faces desse sistema dual. A observação que coloquei é sobre o aspecto transcendente que vai além dessa dicotomia, a UNIDADE, tão especulada na filosofia de Shopenhauer.
    A minha colocação foi com relação ao que se estende por detrás da dualidade.
    O conhecimento puro nunca existiu neste mundo, até 1935, quando entrou a ENERGIA RACIONAL na Natureza. E nunca existiu por tudo ser fruto da imaginação e do pensamento, cujas essências são elétricas e magnéticas, ou seja, energias degeneradas e degenerativas – que contêm em si o princípio ativo da degeneração.
    Na verdade Lúcifer e Satã representavam apenas o início e o fim desta linha degenerativa.
    Haja vista, dentro do processo orgânico tudo tinha seu início e o seu fim, onde as essências aparentemente ativas, caminhavam para a sua inoperância, podridão existencial.
    O que faltava era o conhecimento do antes do SER, pois, o SER conseguia ver o seu fim, ou até mesmo imaginá-lo, mas, estava totalmente cego, incapaz de acessar a causa de si mesmo.
    Nesse ponto os filósofos falavam do mecanismo das aparências, que expressavam o eterno contínuo de transformações de ser algo hoje e outra coisa totalmente diferente amanhã.
    Entretanto, esses mesmos filósofos buscavam o ponto de determinação, onde se anulavam essas transformações.
    Nós, estudantes de Cultura Racional obtivemos a definição desse ponto, que está no RACIOCÍNIO, a verdadeira essência.
    Veja bem, quando falamos em RACIOCÍNIO, falamos na essência que resultou na essência do vir a SER, totalmente aparente e disforme.
    Fraterno abraço!

    Curtido por 1 pessoa

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