DNA humano e o número 37

De acordo com uma nova teoria científica não-ortodoxa, a chave para desvendarmos o mistério sobre a origem da Vida pode envolver diretamente o número 37 (trinta e sete). Tal teoria sugere que nosso código genético foi, literalmente, criado por seres inteligentes de algum lugar do Universo e que, inclusive, deixaram-nos uma “assinatura” de sua obra (em nosso próprio DNA).

A ideia de que a Vida na Terra fora criada por um ser inteligente não é nova. Por séculos, a humanidade vem se perguntando por que existimos e se estamos, ou não, sozinho no Universo (como forma de vida inteligente).

Entretanto, dois cientistas acreditam terem encontrado as respostas que buscamos embutidas em um antigo código, os quais provariam que a Vida na Terra é obra de inteligências extraterrestres.

O pesquisador Maxim Makukov, do Instituto Fesenkov de Astrofísica (Almaty, Cazaquistão), acredita firmemente ter descoberto um “sinal provavelmente inteligente” que está codificado em nosso material genético.

Enquanto essa teoria está há anos-luz de ser aceita por seus pares, seu orientador, o matemático Vladimir Shcherbak, acredita que eles podem ter acabado de revelar uma evidência conclusiva de que há, sim, uma mensagem, ou uma assinatura, embutida dentro de nosso código genético.

Makukov e Shcherbak propõem que, para muito além da teoria da panspermia, a Vida teria sido plantada na Terra intencionalmente. A Terra teria passado por uma panspermia direcionada. Na verdade, esses dois cientistas não foram os primeiros a dar a conhecer uma teoria controversa como esta, a respeito da origem da Vida. Francis Crick, um dos descobridores da estrutura do DNA, em 1953, já afirmava que “os organismos foram deliberadamente delegados à Terra por seres inteligentes de algum outro planeta”.

Makukov e Shcherbak analisaram o código genético – o meio pelo qual as moléculas de DNA e RNA carregam informações genéticas dentro das células vivas – e perceberam que o número 37 (trinta e sete) surge inúmeras vezes. Para citar apenas um exemplo: a massa do núcleo molecular de cada um dentre 20 aminoácidos é de valor 74 – que é o dobro de 37.

Continuando: Yuri Rumer foi o primeiro a identificar, em 1966, que o código genético pode ser dividido, igualmente, em metades. Uma delas seria formada pelos códons1 da “família inteira”, e a outra metade seria a “família dividida”, que não carrega o código AC2.

De fato, os códons somam 28, com uma massa atômica total de 1.665, com uma massa da cadeia molecular lateral (combinada) num total de 703 – ambos os últimos números, curiosamente, são múltiplos de 37.

Em um artigo publicado no Icarus3, especialistas expuseram nove exemplos, acreditando eles que as chances de o número 37 aparecer tantas vezes, e aleatoriamente, no código genético é de 1 (uma) em 10.000.000.000.000 (dez trilhões).

Em uma entrevista à (revista) New Scientist4, o prof. Makukov disse que “é mais do que evidente que o código genético tem uma estrutura não-aleatória.” Continua ele: “Os marcadores (genéticos) que descrevemos não são apenas não-aleatórios, mas contam também com recursos que, sob nosso ponto-de-vista, muito dificilmente poderíamos atribuir a processos naturais (ou seja, espontâneos)”.

Ao ser perguntado [ao prof. Makukov] sobre por quem e para quê tal mensagem misteriosa fora embutida em nosso DNA, ele responde: “Pode ser que eles [os aliens criadores de nosso DNA] tenham-se ido há muito tempo, ou podem ainda viver em algum lugar. Penso que essas sejam questões para o futuro. Para as marcas no código, demos uma explicação, e creio ser ela a mais plausível”.

Trechos entre colchetes [ ] são interpolações do tradutor deste artigo, com fins de esclarecimento.

Fonte: Express.co (em inglês, 20/03/2017).

Tradução parcial da fonte: Júlio César Coelho [Ebrael].

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Ao artigo original, anexo alguns comentários traduzidos da reprodução daquele no site Ancient Code, da autoria de leitores deste.

  • Mel Andres: “Retirado da Wikipedia: ‘O número 37 é o 12º número primo, permutável com o número 73 (21º número primo). Também ele é o quinto número dentre os primos especiais [conhecidos como lucky primes], primeiro dentro os números primos irregulares, terceiro número primo único e terceiro número primo cúbico‘ “. (Leia mais aqui – em inglês.)
  • Niels Bohr: “O [número] 37 tem alguma relevância dentro da estrutura do sistema senário de numeração [de base 6], talvez porque nossos criadores tivessem 6 (seis) dedos em cada mão e/ou pé ou alguma outra razão, tais como: a) números primos no sistema de base 6 terminarem em 1 ou 5 (se convertidos para o sistema decimal [de base 10, usado por nós]; b) formas cúbicas apresentarem 6 (seis) faces [ex.: os dados de jogar]. Penso que, se jogarmos sequências do Genoma Humano [DNA] num conversor para o sistema senário, obteremos resultados interessantes. Coincidentemente [???], o DNA mitocondrial carrega 37 genes.”

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NOTAS

  • [1] Códon: conjunto de três unidades estruturais com DNA.
  • [2] AC: (Gen.) aminoácido utilizado pelo organismo na formação de proteínas.
  • [3] SHCHERBAK, Vladimir & MAKUKOV, Maxim. The ‘Wow! Signal’ of the terrestrial genetic code.  Icarus, Vol. 224 (1): 228-242. Publicado em: maio de 2013. Acessado em: 12 de maio de 2017. Disponível em: < https://goo.gl/6uzcMc >.
  • [4] KEMP, Christopher. Is the answer to life, Universe and everything 37? New Scientist: Article. Publicado em: 16 de dezembro de 2014. Acessado em: 12 de maio de 2017. Disponível: < https://goo.gl/uSxE0N >.
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